O maior número de óbitos confirmados ocorreu em Fortaleza: 12 no total
O número de pessoas mortas por febre de chikungunya no
Ceará em 2016 chegou a 14, segundo o mais novo balanço da Secretaria de
Saúde do Estado do Ceará (Sesa). Os dados apontam ainda 26.425 pessoas contaminadas pelo vírus que causa a doença.
O maior número de óbitos confirmados ocorreu em Fortaleza: 12 no total.
Os demais foram registrados em Quixadá e Crateús. A Sesa informa que há
ainda 37 mortes em investigação nas cidades de Quixadá (18), Fortaleza
(5), Caucaia (2), Tamboril (2), Crateús (1), Forquilha (01), Graça (1),
Ipu (1), Jaguaruana (1), Juazeiro do Norte (1), Mulungu (1), Pentecoste
(01), São Gonçalo do Amarante (1) e Varjota (1), sendo 21 (56,8%) homens
e 16 (43,2%) mulheres.
Contaminação
Com 26.425 casos confirmados em 2016, a taxa de incidência dos casos
suspeitos de febre para o estado do Ceará é de 499,8 casos por 100 mil
habitantes, até a última semana. Foram notificados 983 (2,2%) casos em
gestantes, destes 450 (45,8%) foram confirmados.
Fortaleza, além de concentrar o maior número de mortes, é a cidade com
maior número de casos: 16.250. Em seguida vem Crateús (1.225), Quixadá
(1.209) e Caucaia (1.806).
Perigos
Em recente entrevista concedida ao Diário do Nordeste,
o assessor técnico da Célula de Saúde, Vigilância Ambiental e Riscos
Biológicos, da SMS, Nélio Moraes, falou sobre a preocupação que a doença
vem causando.
"A chikungunya é uma gigante ameaçadora e, por isso, representa um
grande desafio para a área de saúde do Ceará. Só para se ter ideia, em
2015, de janeiro a outubro, tivemos apenas um caso", aponta.
Para ele, como é uma doença mais recente, onde não se conhece mais
profundamente seus desdobramentos clínicos, a preocupação é enorme.
"Principalmente por ela não ficar limitada a fase aguda, como a dengue
que enfrentamos há 30 anos. A febre leva o paciente a sofrer
consequências por meses e meses", afirma.
Fonte: Diário do Nordeste
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