Rosemeire Nascimento Silva, o irmão, a fotógrafa da cerimônia e o piloto da aeronave também morreram no acidente aéreo deste domingo

Destroços do helicóptero são vistos em meio a mata, em São Lourenço da Serra (Corpo de Bombeiro/Divulgação)
O casamento que acabou em tragédia com a morte da noiva em um acidente de helicóptero
teve por testemunha o administrador do local onde a festa aconteceria.
Carlos Eduardo Baptista, administrador do sítio Recanto Beija-Flor, em
São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo, contou que tudo estava
pronto para a cerimônia e o primeiro estranhamento foi com o grande
atraso de Rosemeire do Nascimento Silva, 32 anos, a noiva. “Recebi uma
ligação avisando que o helicóptero tinha decolado e calculei cerca de 10
minutos para chegar até o local do casamento, então ficamos no
aguardo.”
Com cerca de 20 minutos de atraso, Baptista ligou para a empresa
responsável pelo voo e também para o Corpo de Bombeiros para tentar
descobrir o motivo e foi informado do acidente. “Tive a confirmação por
parte dos Bombeiros e chamei o pastor da cerimônia para me ajudar a
contar para os demais. Quando contei para o noivo, ele entrou em
colapso. Todos ficaram sem chão, foi uma comoção geral”.
Segundo Baptista, o interior da aeronave continha uma câmera que
registraria o making of de todo o voo até a chegada da noiva ao Recanto
Beija-Flor.
O acidente
O helicóptero que caiu na tarde deste domingo em São Lourenço da
Serra, na Região Metropolitana de São Paulo, levava a noiva ao seu
casamento. Rosemeire acabou morrendo no acidente junto com seu irmão
Silvano Nascimento da Silva, a fotógrafa Nayla Cristina Neves Lousada,
que estava grávida, e o piloto da aeronave Peterson Pinheiro.
O helicóptero seguia para o Sítio Recanto Beija-Flor, em São
Lourenço, onde ocorreria o casamento, e caiu por volta das 16h45min.
De acordo com Baptista, a noiva pretendia fazer uma surpresa para o
noivo ao chegar de helicóptero. “A noiva tinha um sonho de chegar de
helicóptero. Fiquei sabendo uma dia antes, no sábado. Como ela e a tia
queriam surpreender a todos, eu mantive o segredo para festa”.
Ainda segundo Baptista, a festa de casamento tinha cerca de 300
convidados e todos já esperavam pela noiva para o início da cerimônia
que contava com um pastor e um juiz de paz. “Ela é a terceira pessoa
dessa família que nós organizamos as festas de casamento. Todos nos
conhecem. Foi uma fatalidade muito triste”, contou.
O acidente ocorreu a cerca de 2 quilômetros do local do casamento e o
piloto já havia realizado outros voos com noivas. De acordo Baptista, a
última festa que contou com a participação de um helicóptero foi em
junho. “Conheci a empresa em fevereiro e fazíamos indicação dos serviços
sem receber nada em troca. Se a noiva me procurava com o intuito de
chegar de helicóptero, eu indicava a empresa, assim como indicava outros
serviços também.”, afirmou.
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