Apesar do número significativo de mortes, houve uma redação de casos em relação ao mesmo período de 2015

Em
relação aos casos prováveis, 1.976.029 brasileiros contraíram pelo
menos uma das três doenças. A dengue domina no número de diagnósticos
com 1.496.282. Casos de Chikungunya e zika alcançaram 265.554 e 214.193,
respectivamente.
Durante um ano, o
Brasil apresentou uma redução 152.726 de diagnósticos de dengue, mas os
dados ainda continuam alto, considerado o segundo maior desde 1990. O
ano recordista foi 2015 que teve 1.649.000 casos. De acordo com o
boletim epidemiológico, o Centro-Oeste do País foi a região de maior
incidência da dengue com 1.313,8 casos por 100 mil. Maior do que a
nacional que foi de 731,9 casos por 100 mil habitantes.
Os
casos de Chikungunya apresentaram uma alta significativa comparado com
os dados do mesmo período de 2015. Foram 265.554 casos em 2016 contra
38.499 casos. Mas, o registro de mortes pela doença teve um aumento
ainda maior. O crescimento foi de 1.035% de um ano para outro. O boletim
aponta 14 casos em 2015 para 159 em 2016.
Diferente
das outras doenças, o número de casos de Zika não pode ser comparado
com o ano de 2015. O vírus passou a ser monitorado pelo Governo no fim
do ano de 2015. Entretanto, foram 214.193 pessoas com Zika notificados
no País em 2016. Uma incidência de 104,8 casos por 100 mil habitantes. O
Centro-Oeste teve a maior incidência com 219,2 por 100 mil habitantes.
Combate
Para
o infectologista Anastácio Queiroz, o combate ao transmissor da dengue,
chikungunya e zika é paliativo, pois, em 30 anos, o País ainda vive os
mesmos dilemas de saúde pública. As ações não eliminaram de fato os
focos do mosquito Aedes aegypti. O especialista explica que a população
deve ter uma ação mais efetiva na eliminação das larvas do mosquito.
“É
uma questão de conscientização nas escolas durante a infância porque a
criança leva essa mensagem à medida que cresce. Tem que ser mais
discutido nas escolas e nas famílias. As pessoas têm que entender a
importância do seu papel no combate ao mosquito”, disse o infectologista
ao O POVO Online.
Além
dessa questão, há problemas urbanos que contribuem para a proliferação
dos mosquitos. O acúmulo de lixo e a falta de saneamento são alguns dos
problemas. “Há uma variedade de objetos que podem armazenar água e ser
foco de dengue. É claro que isso varia de bairro para bairro e de cidade
para cidade. Até os ferros velhos e carros abandonados em alguns
depósitos facilitam a criação de larvas de mosquitos mesmo em chuvas de
baixa intensidade”, conclui o médico Anastácio Queiroz.
Redação O POVO Online
0 comentários:
Postar um comentário